Chuvas demonstram falta de planejamento da prefeitura na área urbana e também de investimentos em saneamento. Suposto projeto de macrodrenagem tem se mostrado "um fiasco"
Pedestres faziam um grande malabarismo para poder voltar para casa após a chuva. Até no início da tarde do dia seguinte a água não tinha baixado em diversas ruas
As chuvas da última quinta-feira (25) em Macaé causaram estragos por toda cidade. Das sete da noite de quinta-feira às seis da manhã de sexta (26) choveu 161,3 milímetros. A Defesa Civil registrou 42 ocorrências, com 15 desabrigados e 25 desalojados, em vários pontos da cidade. Moradores se dizem desamparados pelo governo municipal, alegando que o caos causado pelas chuvas é mais que recorrente. Reclamam também que o serviço público não tem dado o suporte necessário para minimizar essas ocorrências.
O Expresso Regional registrou várias ruas da cidade submersas. Por toda parte era possível ver o lixo boiando, espalhando a sujeira nas ruas e pessoas tendo de passar por esse e outros constrangimentos, devido à ineficiência do sistema de águas pluviais. Um dos setores mais afetados de ordem pública foi o trânsito. O que já não era bom ficou ainda pior com as chuvas. No terminal Parque dos Tubos, que faz divisa com Rio das Ostras, o engarrafamento foi quilométrico. "Normalmente a gente leva uma hora e meia para chegar a Macaé, saindo de Rio das Ostras. Hoje eu levei três horas para chegar ao trabalho. O engarrafamento começou no 'Queijão', e lentamente fomos conduzidos a cidade. Toda vez que chove é a mesma situação", disse Claudia Virote.
Outros locais que ficaram com o trânsito interrompido foram Rua Télio Barreto, no Centro, Rua Ana Benedita, bairro da Glória, Rua Santos Moreira, no Miramar, Rua Velho Campos, entre Conde de Araruama e Marechal Deodoro, Avenida Agenor Caldas, na Imbetiba, Avenida Papa João XXIII, Rua Teixeira de Gouveia, trecho entre a Rua Euzébio de Queiroz e Avenida Papa João XXIII, Rua Coronel Amado, no Centro, e Avenidas Carlos Augusto Tinoco Garcia e Fábio Franco, beirando o canal Miramar e Visconde ficaram intransitáveis.
Pontos de ônibus lotados, e a demora foi motivo de transtorno. "Moro aqui no Visconde há 15 anos. Toda vez que chove é isso. Tenho a impressão de que na última chuva o prefeito prometeu resolver a situação, pelo visto nada foi feito. Estou a mais de uma hora esperando condução para o trabalho. Tenho sorte de o meu chefe ser compreensivo, e também morar num bairro que alaga, senão a situação seria pior. Espero conseguir chegar hoje ao trabalho", reclamou Sabrina Gonçalves.
A chuva foi interrompida às seis da manhã, mas o reflexo dela nem ao meio dia desapareceu. As ruas permaneceram alagadas até o princípio da tarde, mas não foi só isso. Comerciantes acumularam prejuízos, alguns se quer abriram seus estabelecimentos. E os funcionários passaram o dia, ao invés de faturar vendas, limpando lojas, por dentro e as calçadas, para tentar normalizar a situação para o dia seguinte. Não foi a primeira vez, e moradores temem não ser a última. "Chega uma hora que a gente cansa viu. Fica difícil morar num lugar, que qualquer chuvinha acontece esse tipo de inconveniente. Tá certo que dessa vez choveu muito e por muito tempo. Mas qualquer chuva tem sido motivo de alagamento. A gente só que saber, até quando prefeito?", criticou Elza Maria Pereira, moradora do Miramar.
Os bairros mais atingidos pelas chuvas foram Praia Campista, Parque Aeroporto, Miramar, Campo D'Oeste, Imbetiba, Sol y Mar, Centro, Novo Cavaleiros, Nova Holanda, Visconde de Araújo, Botafogo, Fronteira, Linha Verde e Linha Vermelha.
Na teoria a coisa anda. Mas na prática não é bem assim. Existe um projeto chamado Água Limpa, criado pela atual gestão no primeiro mandato. De acordo com notícia veiculada no site oficial da prefeitura, são R$ 277 milhões investidos naquele que promete ser "o maior investimento em saneamento e ambiental no município". Bonito na teoria, na prática fantasioso. Até agora a população ainda não viu o efeito da tal "macrodrenagem". Pelo contrário, em ruas do centro da cidade onde não haviam alagamentos, depois da intervenção da prefeitura (que recapiou as principais ruas) passou a alagar. É o caso da Velho Campos e da Visconde de Quissamã onde não haviam alagamentos. Depois do "asfalto novo" a situação se inverteu.
O projeto de macrodrenagem previa a construção de sistemas de esgotamento sanitários completos, com redes coletoras do tipo separador absoluto, eliminando o lançamento do esgoto no sistema de drenagem e direcionando o esgoto às ETEs. De acordo ainda com o site da prefeitura "o projeto prevê a substituição gradual do atual sistema e obedecerá a um criterioso planejamento, para evitar os transtornos para a população durante as obras, buscando sempre o melhor custo-benefício".
Infelizmente a ineficácia do trabalho desenvolvido pela prefeitura fica claro a partir dessa chuva. Muito se investe em projeto, mas que na prática deixa a desejar à população. São milhões investidos em obras que demoram anos para serem concluídas. É o Caso da ETE da Virgem Santa cujos equipamentos, que custaram 14 milhões de dólares e foram importados da Europa em 2003 estragam ao ar livre. Até hoje a prefeitura não concluiu o projeto. Noticiamos o caso do bairro Nova Holanda, que há quase um ano sonha com a obra prometida. A prefeitura financia mais de R$ 35 milhões, para drenagem de águas pluviais, esgotamento sanitário, complementação na rede de água potável e pavimentação de todas as ruas. Por enquanto só teoria. Moradores enfrentam sérias dificuldades para se locomover dentro e fora do bairro. Literalmente o bairro está na lama. Assim como moradores do bairro Nova Esperança, que passam pela mesma situação.
MACRODRENAGEM: UMA FARSA?
Na teoria a coisa anda. Mas na prática não é bem assim. Existe um projeto chamado Água Limpa, criado pela atual gestão no primeiro mandato. De acordo com notícia veiculada no site oficial da prefeitura, são R$ 277 milhões investidos naquele que promete ser "o maior investimento em saneamento e ambiental no município". Bonito na teoria, na prática fantasioso. Até agora a população ainda não viu o efeito da tal "macrodrenagem". Pelo contrário, em ruas do centro da cidade onde não haviam alagamentos, depois da intervenção da prefeitura (que recapiou as principais ruas) passou a alagar. É o caso da Velho Campos e da Visconde de Quissamã onde não haviam alagamentos. Depois do "asfalto novo" a situação se inverteu.
O projeto de macrodrenagem previa a construção de sistemas de esgotamento sanitários completos, com redes coletoras do tipo separador absoluto, eliminando o lançamento do esgoto no sistema de drenagem e direcionando o esgoto às ETEs. De acordo ainda com o site da prefeitura "o projeto prevê a substituição gradual do atual sistema e obedecerá a um criterioso planejamento, para evitar os transtornos para a população durante as obras, buscando sempre o melhor custo-benefício".
Infelizmente a ineficácia do trabalho desenvolvido pela prefeitura fica claro a partir dessa chuva. Muito se investe em projeto, mas que na prática deixa a desejar à população. São milhões investidos em obras que demoram anos para serem concluídas. É o Caso da ETE da Virgem Santa cujos equipamentos, que custaram 14 milhões de dólares e foram importados da Europa em 2003 estragam ao ar livre. Até hoje a prefeitura não concluiu o projeto. Noticiamos o caso do bairro Nova Holanda, que há quase um ano sonha com a obra prometida. A prefeitura financia mais de R$ 35 milhões, para drenagem de águas pluviais, esgotamento sanitário, complementação na rede de água potável e pavimentação de todas as ruas. Por enquanto só teoria. Moradores enfrentam sérias dificuldades para se locomover dentro e fora do bairro. Literalmente o bairro está na lama. Assim como moradores do bairro Nova Esperança, que passam pela mesma situação.
Precipitação sem motivo
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ESVAZIE A MALA
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