
Pesquisadores internacionais, incluindo brasileiros, desenvolveram um estudo que utiliza imagens do cérebro sob efeito de psicodélicos para entender como essas substâncias afetam a consciência. Desde 2012, a ressonância magnética funcional (fRMI) foi utilizada para capturar imagens do cérebro em diferentes estados, ajudando a montar o quebra-cabeças da alteração da consciência sob efeito de psicodélicos. O estudo sugere que essas substâncias promovem uma reorganização menos hierarquizada do pensamento, o que pode ser uma possível fonte de seu potencial terapêutico. Isso significa que, em vez de uma hierarquia rígida de pensamentos e emoções, os psicodélicos podem promover uma estrutura mais flexível e interconectada. Essa descoberta é importante para a compreensão do potencial terapêutico dos psicodélicos, que têm sido estudados como possíveis tratamentos para várias condições, incluindo depressão, ansiedade e PTSD. Além disso, a pesquisa pode também ajudar a entender melhor como a consciência funciona e como as substâncias afetam a nossa percepção do mundo. O estudo é o resultado de um esforço internacional que reúne pesquisadores de diferentes países, incluindo o Brasil, e é um exemplo da importância da colaboração internacional na pesquisa científica.
