quinta-feira, maio 28

Estudo internacional sobre baleias-jubarte tem participação de Ilhabela

Um estudo internacional divulgado pela revista científica britânica Royal Society Open Science reforçou a importância da foto-identificação para o monitoramento de baleias-jubarte e revelou deslocamentos inéditos entre Brasil e Austrália. A pesquisa utilizou registros compartilhados na plataforma Happywhale e contou com participação de pesquisadores brasileiros e cientistas-cidadãos, incluindo contribuições feitas em Ilhabela. A técnica de foto-identificação foi fundamental para o desenvolvimento do estudo e permitiu rastrear deslocamentos entre diferentes regiões do planeta. Entre os casos apontados pela pesquisa está o maior deslocamento identificado até agora: uma baleia registrada em 2003, em Abrolhos, no sul da Bahia, foi avistada novamente em 2025 no litoral australiano, completando uma travessia de aproximadamente 15,1 mil quilômetros. O estudo também identificou um caso com participação direta de Ilhabela, onde uma baleia fotografada em Hervey Bay, na Austrália, em 2007, foi registrada novamente em julho de 2019 pelo navegador Julio Cardoso, de Ilhabela, confirmando um deslocamento de cerca de 14,2 mil quilômetros entre os oceanos Pacífico e Atlântico. A foto-identificação é uma ferramenta importante para o monitoramento de baleias-jubarte, pois cada indivíduo possui marcas únicas, como uma impressão digital. O tema ganha relevância em Ilhabela, onde o turismo de observação de cetáceos segue em crescimento, com 836 avistamentos de baleias-jubarte registrados no Litoral Norte paulista em 2025 e 33 registros no município em 2026, até 18 de maio.

Redação Jornal Expresso Regional
Imagens: Divulgação

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