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Ubatuba esteve representada no lançamento da Aliança dos Povos e Comunidades Tradicionais Guardiões da Mata Atlântica, realizado na última quarta-feira, 27, na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista. O movimento reuniu povos indígenas, caiçaras, quilombolas, pescadores artesanais, marisqueiras e povos de terreiro de diferentes regiões do país em defesa da Mata Atlântica e dos direitos territoriais das comunidades tradicionais. A participação de Ubatuba ocorreu por meio de lideranças indígenas do município, entre elas a coordenadora da Comissão Guarani Yvyrupa e moradora da Aldeia Rio Bonito, Ivanildes Kerexu. Durante o encontro, representantes destacaram o papel das comunidades tradicionais na preservação ambiental e na manutenção dos modos de vida ligados ao território. Com mais de 80% do território coberto por Mata Atlântica preservada, Ubatuba concentra comunidades indígenas, quilombolas e caiçaras que mantêm relação histórica com a proteção ambiental e a preservação cultural. O município possui quatro aldeias indígenas e quatro comunidades quilombolas reconhecidas, além de cerca de 30 núcleos tradicionais caiçaras, integrados em políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável e à proteção dos territórios. Entre as ações desenvolvidas estão o monitoramento ambiental em parceria com o Parque Estadual da Serra do Mar (PESM) e a Fundação Florestal, incluindo a instalação de câmeras e drones para acompanhamento da fauna em áreas indígenas por meio do programa Guardiões da Floresta. Recentemente, Ubatuba também passou a sediar a primeira unidade da Coordenadoria de Políticas para os Povos Indígenas (CPPI) do Estado de São Paulo, vinculada à Secretaria Estadual da Justiça e Cidadania, ampliando o atendimento e as ações voltadas às comunidades originárias da região. O município ainda mantém o Conselho Municipal dos Povos Originários e Comunidades Tradicionais, que reúne representantes indígenas, quilombolas e caiçaras na construção de políticas de preservação ambiental, valorização cultural e defesa dos territórios tradicionais. Segundo os organizadores do evento, a aliança foi criada para ampliar a articulação entre os povos tradicionais diante de desafios como o desmatamento, a especulação imobiliária, os grandes empreendimentos e os impactos ambientais sobre os territórios. O movimento também busca fortalecer o diálogo sobre políticas públicas voltadas à preservação da Mata Atlântica e à garantia de direitos.

Redação Jornal Expresso Regional
Imagens: Divulgação

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