quarta-feira, junho 24

Mestra caiçara de São Sebastião vence prêmio nacional

Angélica Souza, guardiã da técnica ancestral da salga de peixe, foi reconhecida pelo edital de mestres e mestras da pesca artesanal. A conquista destaca o papel do Instituto Brasil Vivo, Ponto de Cultura local, como ponte essencial para o acesso a políticas públicas pelas comunidades tradicionais. A cultura caiçara do Litoral Norte de São Paulo acaba de receber um importante reconhecimento nacional. Angélica Oliveira de Souza, 50 anos, moradora da Praia da Enseada, em São Sebastião, é uma das vencedoras do edital de chamamento público da Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (FADESP) e do Ministério da Pesca e Agricultura, na categoria que premia mestres e mestras tradicionais e populares da pesca artesanal brasileira. A candidatura e a aprovação no trâmite foram viabilizadas pelo Instituto de Memória Brasil Vivo, organização que assumiu a responsabilidade técnica do processo. Herdeira de um saber geracional transmitido por sua bisavó, avó e mãe, Angélica é guardiã da técnica tradicional da salga de peixe. Ela encontrou na preservação cultural a sua verdadeira vocação e dedica sua trajetória a manter viva essa memória por meio da iniciativa “Peixe de Varal”, além de ter registrado sua história e seus saberes em livro, documentário e oficinas voltadas para a comunidade. O Instituto Brasil Vivo, reconhecido como Ponto de Cultura e com 15 anos de atuação, trabalha diretamente na defesa dos direitos humanos, no fortalecimento de comunidades tradicionais e na preservação da memória coletiva. A diretora do Instituto Brasil Vivo, Alessandra Stropp, destaca que o reconhecimento da Angélica é uma vitória de toda a cultura caiçara do Litoral Norte. Para a mestra premiada, o título coroa uma vida dedicada à tradição.

Redação Jornal Expresso Regional
Imagens: Divulgação

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