
A Copa do Mundo de 2026, iniciada nesta quinta‑feira (11), tem sedes nos Estados Unidos, México e Canadá e chega num momento de vulnerabilidade política para o presidente Donald Trump, segundo a analista internacional da CNN Fernanda Magnotta. Magnotta afirma que o torneio pode servir tanto como palco para projetar poder e credibilidade internacional quanto como lupa que amplia os problemas domésticos dos EUA perante o mundo. Ela ressalta que grandes eventos esportivos nunca ocorrem isolados, citando exemplos históricos como a Copa da Argentina em 1978, usada pela ditadura militar para melhorar sua imagem, e a dos Estados Unidos nos anos 1990, quando buscavam reforçar a vitória da Guerra Fria. Mais recentemente, a analista menciona a Rússia em 2018, que tentou ganhar prestígio internacional após a invasão da Crimeia, e o Catar em 2022, que investiu bilhões para reformular sua reputação global. No caso de Trump, a Copa representa a oportunidade de demonstrar organização, credibilidade e a capacidade dos EUA na indústria criativa, além de projetar soft power americano. Contudo, a principal vulnerabilidade apontada por Magnotta reside na contradição entre um evento global e a política migratória restritiva dos Estados Unidos, que tem limitado o acesso de atletas, árbitros, turistas e torcedores estrangeiros, prejudicando a imagem internacional do país. A analista alerta ainda que a exposição global pode intensificar a visibilidade de denúncias de violações e contradições internas, transformando o torneio em um espelho das tensões internas americanas.
Redação Jornal Expresso Regional
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