sexta-feira, junho 12

Pré-campanhas estudam avanços durante a Copa do Mundo

Com a Copa do Mundo de 2026 começando nesta quinta-feira, os pré-candidatos à Presidência da República terão que dividir a atenção dos eleitores com a disputa futebolística. Enquanto isso, as equipes dos presidenciáveis estudam como avançar neste período dos jogos. A avaliação das principais pré-campanhas ligadas à direita é de que a corrida eleitoral só começará de forma intensa depois da Copa, com o início dos debates e a definição dos nomes para a vice-presidência nas chapas. No caso do senador Flávio Bolsonaro, a chegada da Copa é vista por parte dos aliados como uma espécie de respiro, após as últimas pesquisas mostrarem perda de apoio no eleitorado considerado independente e de centro. O plano inicial do PL era que Flávio chegasse ao final da Copa do Mundo com uma margem de cinco pontos percentuais à frente do presidente Lula, um cenário agora considerado improvável. O período do Mundial pode ser usado para tentar afastar a imagem de Flávio das polêmicas recentes, como as revelações envolvendo o ex-banqueiro do Master, Daniel Vorcaro, e o novo tarifaço americano, ocorrido após a visita de Flávio ao presidente Donald Trump. Esses episódios são apontados como fatores que prejudicaram a imagem moderada que o candidato tentava construir para atrair o eleitor de centro. Apesar do desgaste, a pré-campanha de Flávio conta com um aspecto positivo: as pesquisas mostram que não houve transferência de votos para outro nome do mesmo espectro político. Enquanto trabalha para resgatar essa parcela do eleitorado, aliados de Flávio ainda apostam na expectativa de que uma eventual delação de Vorcaro possa atingir o PT na Bahia e integrantes do governo federal. Outros nomes da direita, como o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, tentam abrir espaço apresentando-se como o candidato do conteúdo e das propostas. A estratégia de Caiado é se apresentar como uma alternativa à imagem de Flávio, que foi afetada pelas polêmicas recentes. Com a Copa do Mundo como pano de fundo, as pré-campanhas dos presidenciáveis terão que se adaptar a um cenário em que a atenção dos eleitores estará dividida entre a política e o futebol.

Redação Jornal Expresso Regional
Imagens: Divulgação

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