
O futuro da Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato (UTGCA) em Caraguatatuba está em risco devido à nova regulação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) sobre a qualidade do gás. A vereadora Cássia do PT e o diretor do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro-LP), Eduardo Lara, realizaram uma reunião para discutir a situação. Segundo Eduardo Lara, a classificação do gás como ‘não-conforme’ pela ANP é reflexo direto de uma escolha política da companhia em adiar investimentos estruturais. A UTGCA foi deixada de lado frente à nova realidade do pré-sal, enquanto outras rotas de escoamento foram priorizadas. A produção da unidade estabilizou em apenas 6 milhões de m³/dia, quase a metade do registrado no ano passado e drasticamente abaixo da capacidade nominal da planta. Isso representa uma perda superior a R$ 20 milhões em royalties para Caraguatatuba apenas no início de 2026. A vereadora Cássia acredita que a luta para manter a UTGCA também é da cidade, pois os royalties financiam saúde, educação e infraestrutura. O Sindipetro-LP e a vereadora seguem em articulação conjunta para cobrar que a Petrobrás apresente um cronograma real de obras que recoloque a UTGCA na vanguarda da produção nacional.
Redação Jornal Expresso Regional
Imagens: Divulgação
